A Inspire ajuda os seus clientes a reflectir sobre a comunicação com as partes interessadas e a delinear e implementar uma estratégia adequada para as informar e envolver.
Uma organização que se diz socialmente responsável reconhece às suas partes interessadas o direito a serem ouvidas e aceita a obrigação de lhes prestar contas.
Mas quem são as partes interessadas de uma organização?
A Inspire assume-se como facilitador dessa identificação e na determinação do seu grau de relevância para a organização.
Para tal, utilizamos metodologias como a da AA1000 SES, em cruzamento com os objectivos estratégicos da organização.
Envolver as partes interessadas traz benefícios para as organizações a diversos níveis:
Gestão de risco
Melhor relação com a comunidade e imagem pública/reputação
Mitigação de conflitos
Redução de legislação
Licença para operar
Aprendizagem
Identificação de temas emergentes que possam influenciar o negócio
Condições do mercado
Conhecimento das expectativas da sociedade
Promoção da aprendizagem na organização
Estratégia
Procura de soluções, resolução de dilemas
Melhoria da credibilidade e um papel de parceiro nas soluções
Inovação e novos negócios
Envolver as partes interessadas e dar-lhes acesso à informação da organização implica uma reflexão sobre a comunicação interna e externa:
Será que a organização comunica sobre os temas que interessam às suas partes interessadas?
Será que a informação da organização foi concebida de forma a ser claramente inteligível para as suas partes interessadas?
Será que os meios utilizados são os mais adequados?
Depois de identificadas e mapeadas as partes interessadas de uma organização é preciso definir uma estratégia de comunicação que vá ao encontro das suas expectativas.Só assim é possível garantir a transparência e o diálogo e só assim este envolvimento se pode tornar verdadeiramente benéfico para todos.
Os relatórios de sustentabilidade são importantes, mas ninguém os lê. Élisabeth Laville in Terra económica, Abril 2008
Em função do contexto e das necessidades de cada organização (de se tratar do primeiro relatório, de a organização ter ou não um sistema de gestão da sustentabilidade, etc.), a Inspire pode dar apoio ao longo de todo o ciclo de elaboração do relatório ou apenas em determinadas fases.
Segundo um estudo publicado em 2008 pela GRI sobre os leitores de relatórios, apenas 3% pertencem a ONG e 3% são jornalistas. No entanto, os media e as ONG são das entidades mais críticas em relação à actuação das empresas e é a eles que muitas vezes as empresas querem dar a conhecer o seu desempenho.
Muitas empresas referem também que os públicos internos não lêem os relatórios, quando é fundamental que os colaboradores sejam envolvidos e se sintam identificados com a política de responsabilidade social da empresa.
O que está mal?
É que o relatório de sustentabilidade, enquanto prestação de contas do desempenho não-financeiro da empresa, tem mais alvos para além dos accionistas e investidores e deve ir ao encontro das suas expectativas o que implica uma grande preocupação com a relevância e a acessibilidade.
Um bom relatório de sustentabilidade para nós é um relatório que é lido e que conquista a confiança de quem o lê. Este é para nós um dos maiores desafios da prestação de contas.
A prestação de contas e o estabelecimento de compromissos face às partes interessadas são os principais objectivos dos relatórios, que só podem ser atingidos se essas mesmas partes interessadas tiverem efectivo acesso à informação que lá é transmitida.
Quando um relatório é desenvolvido de acordo com critérios de clareza e acessibilidade na escolha e desenvolvimento dos conteúdos e na imagem gráfica, pode ser um extraordinário instrumento de comunicação para estabelecer pontes de diálogo, lançar o debate, apresentar dilemas e obrigar à reflexão. Nesse instante, o relatório torna-se, verdadeiramente, um meio de promoção do desenvolvimento sustentável junto da sociedade.
Nesse sentido, a Inspire desenvolve e avalia relatórios tendo em conta critérios, que na sua essência, se cruzam com os princípios recomendados pela GRI para a prestação de contas:
O conteúdo
Deve observar:
- o princípio da abrangência (abarcando as vertentes ambiental, económica e social),
- o principio da inclusão e da relevância (prestando contas sobre os aspectos mais significativos para as partes interessadas),
- o contexto da sustentabilidade (um relatório de sustentabilidade é-o de determinada forma, enquadrado num país, num sector e num determinado tempo),
- a precisão da informação, um aspecto fundamental para garantir a comparabilidade e o equilíbrio – o facto de se relatar o que correu bem, mas também o que foi menos conseguido.
Acreditamos que só assim se faz um caminho consistente rumo à sustentabilidade.
A qualidade da expressão
Uma informação de qualidade é para nós uma informação que, para além de relevante e precisa, é clara e apelativa. É importante que seja compreensível para às partes interessadas e que estimule a leitura. Neste contexto, avaliamos a clareza da informação tendo em conta aspectos como o estilo do discurso, mais ou menos pedagógicos em função dos alvos e do contexto da sustentabilidade, a dimensão dos textos, a argumentação, o léxico, recorrendo a terminologia mais ou menos técnica.
O grafismo
A imagem é um elemento fundamental num relatório, potenciando uma maior ou menos clareza, transparência e comparabilidade.
No grafismo, valorizamos o tratamento editorial, nomeadamente o valor editorial das imagens, a existência de gráficos e tabelas e a sua fácil legibilidade, os códigos de cor e tudo o que possa facilitar a leitura.
A elaboração de um relatório de sustentabilidade é um processo que deve começar periodicamente com um ciclo estratégico, que leva à decisão da informação a incluir e dos alvos da comunicação, continuando com um ciclo operacional, de elaboração do próprio relatório.
Esta fase termina com uma avaliação, que por sua vez vai, também, alimentar o ciclo estratégico seguinte.
“Education is one of the most effective forces to bring about the changes in knowledge, values, behaviour and lifestyles required to achieve sustainability and stability within and among countries, and to guarantee democracy, human security and peace.”
UNESCO in Education for Sustainable Development - Stakeholders
A equipa da Inspire desenvolve projectos de comunicação escolar, há dez anos, assegurando todas as fases do processo.
Também nós acreditamos que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Em plena Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, proclamada pela UNESCO, o contributo que as empresas podem dar nesta área, através dos projectos de comunicação escolar, é dos mais importantes.
O futuro da terra e a necessidade de assegurar um planeta viável, habitável e equitativo vai estar nas mãos daqueles que são agora crianças e jovens. Mas está hoje nas nossas mãos ajudá-los a serem cidadãos mais interventivos e mais conscientes do estado do mundo e do que há a fazer por ele.
Estudo das principais problemáticas
Análise do programa curricular
Estudo do alvo
Elaboração da estratégia de comunicação: eixos estratégicos, proposta de mecânica, proposta dos meios mais adequados
Estabelecimento de parcerias – institucionais e científicas/técnicas
Desenvolvimento criativo dos meios e materiais pedagogicamente adequados ao alvo: educadores/alunos/encarregados de educação
Implementação e coordenação de toda a mecânica e logística da acção escolar
Avaliação final da acção junto do universo
Para ir ao encontro da missão educativa e pedagógica das escolas, a Inspire segue as recomendações da Comissão Europeia apresentadas no documento em Marketing à l’ecole, 1998.
Principais recomendações
A acção de comunicação deve ser realizada por uma empresa que tenha legitimidade (enquadra-se na sua área de negócio) para o fazer;
A acção de comunicação deve ter um objectivo pedagógico claramente identificável;
A acção de comunicação deve evitar os estereótipos, mas sim representar uma sociedade multicultural e uma atitude geral positiva e construtiva da sociedade;
Os materiais pedagógicos devem poder integrar-se no programa curricular;
A presença da marca deve ser discreta, cingindo-se à colocação do seu logótipo;
A acção de comunicação deve ser objectiva e não deve incentivar à compra de uma marca específica, nem deve incluir distribuição de amostras de produto;
Os materiais pedagógicos não devem ser distribuídos directamente aos alunos, mas aos professores, através da escola;
Os materiais pedagógicos devem ser desenvolvidos em conjunto com especialistas na matéria e ser alvo de revisão pedagógica por parte de parceiros institucionais como o Ministério da Educação.
Os materiais pedagógicos devem ser adequados ao alvo e previamente testados nos alunos.